segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Atividade na escola


     Umas das propostas da disciplina foi montar uma aula para ser aplicada, em sala de aula, num período de 50 minutos. A turma foi dividida em grupos para que as atividades começassem a ser pensadas...
     Meu grupo é composto por 6 alunos, cada um de um curso diferente da graduação: Clairton, da biologia; eu, da letras; Richard, da geografia; Rudimar, da física; Taila, das artes visuais e Thaís, da educação física.
     O Clairton estava quase começando o seu estágio numa turma de 5ª série, e resolvemos aproveitar essa oportunidade para realizarmos a atividade. Primeiramente pensamos em criar uma composteira com os alunos, visto que o Clairton trabalharia o tema ‘lixo’ com a turma. Fiquei meio apreensiva pensando no que eu poderia fazer sendo que meu curso é letras e, à primeira vista, não tem nada a ver com os demais cursos, mas logo percebi que cada um teria sua contribuição especial.
     Com as conversas em aula e depois do primeiro contato com os alunos do colégio, mudamos o foco da nossa atividade. A turma era composta por apenas 12 alunos que não teriam maturidade suficiente para a criação da composteira, além de que o colégio não disponibilizava de espaço e recursos adequados. Resolvemos então fazer uma gincana!
     A elaboração das atividades foi bem legal e cada um deu sua opinião e seu toque especial. Coube a mim selecionar algumas palavras que os alunos usariam prara criar o nome da equipe e um grito de guerra, além de juntar material reciclável e elaborar pelo menos 3 perguntas para a Corrida de Respostas, uma das atividades propostas.
     Chegou o dia. Estava ansiosa para saber como os alunos reagiriam à nossa ‘invasão’, afnal, eles estavam acostumados com o Clairton e naquele dia éramos 4 professores em sala de aula! No começo os alunos estavam muito agitados e não pareciam dispostos a colaborar com as atividades, mas conforme o tempo foi passando e fomos realizando a gincana, os alunos abraçaram a ideia e colaboraram.
     Saí da escola me sentindo feliz por ter trabalhado com uma turma de crianças, até então todas as vezes que eu tinha entrado em alguma turma tinha sido em turmas do Ensino Médio, e ter dado tudo certo. Saí feliz também, porque pela primeira vez fui chamada de professora pelos alunos, e então caiu a ficha que sim, estou construindo a minha identidade docente!

Currículo, narrativa e o futuro social


     A maneira como estruturamos nossa aprendizagem está diretamente relacionada com o nosso contexto social e com a relevância daquilo que nos está sendo apresentado.
     Se aquilo que o professor estiver tentando me ensinar for importante, ou eu julgar importante, ou atrativo, a aprendizagem é muito melhor. A realidade do nosso currículo, no entanto, é bem diferente disso; aquilo que será ensinado é escolhido por quem tem o poder (SEC, MEC, diretores, etc.), mas nunca por quem vivencia a realidade do aluno e sabe o que lhe interessa. Ainda vivemos um tipo de currículo de treinamento, onde tudo vem pronto, como na Revolução Industrial onde era ensinado aquilo que o trabalhador precisava saber para desempenhar sua função nas fábricas, mas essa realidade pode ser mudada.
     Bauman(2001, p.24) falando sobre o processo de “aprender a aprender”, que é fundamental nesse novo tipo de currículo que buscamos, diz que: “Não depende tanto da diligência ou do talento dos alunos e da competência e assiduidade de seus professores, mas sim dos atributos do mundo no qual os alunos deverão viver suas vidas”. Esse ”aprender a aprender” é importante porque a partir dele o sujeito passa a ter uma atitude crítica em relação ao ensino e se dedica mais à aprendizagem.
     Quando penso no meu processo de aprendizagem e na formação da minha identidade docente percebo como é a minha relação com a aprendizagem. Me dedico mais na aprendizagem quando determinado assunto é mais relevante pra mim. E mesmo como docente, minha dedicação é maior naquilo que envolve algo do meu interesse.

Saberes


O exercício da docência exige muitos conhecimentos do professor, sejam conhecimentos especificos ou conhecimentos ligados à pratica propriamente. Na leitura do texto “Profissionalização dos professores: conhecimento, saberes e competências necessários à docência” (PUENTES, 2009) pode-se perceber a dificuldade em enumerar e catalogar tais conhecimentos por se tratar de conhecimentos que não são fáceis de mensurar, mas são de forma geral três tipos de saberes e gostaria de fazer a reflexão desses saberes em minha propria trajetória na docência.
O primeiro dos saberes importantes é o ‘saber-saber’, que diz respeito ao conhecimento específico ou domínio do conteúdo que se pretende ensinar. Uma situação que pode ser particularmente constrangedora é imaginar um professor sendo questionado por um aluno a respeito do conteúdo que está sendo ensinado ou relacionado com ele e o professor simplesmente não saber dizer nada, nem mesmo onde buscar uma resposta. Em tal situação o professor pode perder completamente o respeito e o domínio da classe, por isso é importante ‘saber-saber’.
O ‘saber-fazer’ trata da prática em sala de aula. O ‘saber-fazer’ é, na minha opinião, o saber mais difícil, porque exige do professor o domínio do conhecimento pedagógico e didático e do conhecimento da instituição para desenvolver a sua prática da forma mais eficaz. O conhecimento pedagógico e didático é importante para o professor saber como fazer sua aula de maneira que possa transmitir o conhecimento que possui facilmente para todos os alunos. O conhecimento institucional dá ao professor o conhecimento sobre todo o ambiente escolar, a convivência com os outros professores, a relação com a direção e a relação dos alunos com a instituição.
‘Saber-ser’ é o saber mais importante para o professor no seu dia-a-dia. O ‘saber-ser’ não é algo que se possa aprender na faculdade ou em cursos de formação de professores, mas algo que se aprende vivenciando a docência. A relação direta com o aluno, com sua realidade e com o ambiente em que o aluno vive é importante para que o professor possa entender o aluno como um ser humano com dificuldades e problemas que podem influenciar na maneira que o aluno aprende.