A maneira como estruturamos nossa aprendizagem está diretamente relacionada com o nosso contexto social e com a relevância daquilo que nos está sendo apresentado.
Se aquilo que o professor estiver tentando me ensinar for importante, ou eu julgar importante, ou atrativo, a aprendizagem é muito melhor. A realidade do nosso currículo, no entanto, é bem diferente disso; aquilo que será ensinado é escolhido por quem tem o poder (SEC, MEC, diretores, etc.), mas nunca por quem vivencia a realidade do aluno e sabe o que lhe interessa. Ainda vivemos um tipo de currículo de treinamento, onde tudo vem pronto, como na Revolução Industrial onde era ensinado aquilo que o trabalhador precisava saber para desempenhar sua função nas fábricas, mas essa realidade pode ser mudada.
Bauman(2001, p.24) falando sobre o processo de “aprender a aprender”, que é fundamental nesse novo tipo de currículo que buscamos, diz que: “Não depende tanto da diligência ou do talento dos alunos e da competência e assiduidade de seus professores, mas sim dos atributos do mundo no qual os alunos deverão viver suas vidas”. Esse ”aprender a aprender” é importante porque a partir dele o sujeito passa a ter uma atitude crítica em relação ao ensino e se dedica mais à aprendizagem.
Quando penso no meu processo de aprendizagem e na formação da minha identidade docente percebo como é a minha relação com a aprendizagem. Me dedico mais na aprendizagem quando determinado assunto é mais relevante pra mim. E mesmo como docente, minha dedicação é maior naquilo que envolve algo do meu interesse.
Olá Mariana,
ResponderExcluirconcordo com a afirmação de Bauman, todavia será que os alunos sabem de fato avaliar a "relevância" do que estão aprendendo? E, aproveitando Bauman, como saber quais seriam "os atributos do mundo nos quais os alunos deverão viver suas vidas" diante da fluidez do "mundo líquido moderno"?
Seguimos...
Um carinhoso abraço,
Profa. Nádie